O argentino Roberto Copolla, consultor do bicheiro e grampeado pela PF dizendo que iria implantar loteria em Mato Grosso, também está na lista
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A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Cachoeira aprovou ontem a convocação de 51 pessoas citadas nas operações da Polícia Federal (Vegas e Monte Carlo) por envolvimento com o bicheiro Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira.
Os congressistas também quebraram os sigilos bancários e telefônicos de dez pessoas e o sigilo fiscal das contas de 16 empresas, entre elas cinco filiais da Delta Construções em Mato Grosso, Goiás, Mato Grosso do Sul, Tocantins e Distrito Federal.
Entre as pessoas convocadas, está o argentino Roberto Copolla, consultor do bicheiro para jogos de azar. Ele foi grampeado pela Polícia Federal trocando mensagens com Adriano Aprígio de Souza, genro do contraventor.
Na conversa, por e-mail, eles comentavam a possibilidade de assumir o controle da recém-recriada Loteria Estadual de Mato Grosso (Lemat).
“Roberto, viu o resultado no Mato Grosso? Foi reeleito o governador. E como ficou Santa Catarina agora? Paraná (sic) aquele encontro foi bom com o governador eleito?”, escreveu Adriano, no dia 5 de outubro de 2010. “Agora vamos implantar a loteria em Mato Grosso”, respondeu Copolla.
Outro requerimento aprovado ontem convoca o empresário Rossine Aires Guimarães, proprietário da Construtora Rio Tocantins (CRT), usada por Cachoeira para obter contratos em Mato Grosso. A empreiteira recebeu R$ 2,1 milhões do governo do Estado no ano passado.
A convocação de Rossine e Copolla, além da quebra de sigilo da Delta em Mato Grosso, evidencia que o Estado vai entrar no foco da CPI. A assessoria do senador Pedro Taques (PDT), um dos integrantes da CPMI, informou ontem que ainda é prematuro e leviano ligar algum político de Mato Grosso com o esquema de Cachoeira.
Entre os convocados estão Cláudio Monteiro, ex-chefe de gabinete do governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), e o sobrinho de Cachoeira, Leonardo Almeida Ramos.
Segundo a CPMI, há indícios de que Leonardo tenha comprado, em nome do contraventor, uma casa do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB).
Também integram a lista de convocados Wladimir Garcez, ex-vereador de Goiânia pelo PSDB; o atual procurador-geral de Justiça de Goiás, Benedito Torres, irmão do senador Demóstenes; e Ronald Bicca, ex-procurador-geral de Justiça goiano.
Com esses depoimentos, os parlamentares esperam desvendar se há envolvimento de outras autoridades e qual o grau de envolvimento dos governadores no esquema.
A quebra de sigilo bancário, fiscal e telefônico atingiu o ex-diretor da Delta Cláudio Abreu, investigado por ser o principal operador de Cachoeira, e outras pessoas envolvidas diretamente com o contraventor: Idalberto Matias de Araújo, conhecido como Dadá, Gleyb Ferreira e Geovani Pereira da Silva, além da ex-mulher de Cachoeira, Andréa Aprígio de Souza.








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