Autor: Pedro Lima
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O Brasil leia-se o povo brasileiro, até porque o Estado não passa de uma ficção jurídica, está vivendo uma situação angustiante diante do tenebroso quadro de corrupção que se lhe depara.
O Procurador Geral da República declarou à Folha de São Paulo, que há outra lista de gravações da polícia federal que abrange de A a Z, atingindo os Três Poderes. O Procurador Geral de justiça de São Paulo declarou que a sua maior preocupação naquele Estado é o Tribunal de Justiça, onde ele vai atuar duro em razão de sérias denuncias.
Quando o poder temporal se misturava com o poder espiritual – leia-se igreja católica que, por séculos manteve um poder paralelo-, exauridos todos os recursos, a última instância era o bispo. É por isso que até hoje, quando se quer zombar de alguém se diz: “Vá queixar pro bispo”.
A República brasileira, em toda a sua trajetória, nunca se encontrou numa encruzilhada como agora, pois tem dois focos de infecção que, se não debelados, irão mergulhá-la numa septicemia ( infecção generalizada). Não há organismo que resista!
O Poder Judiciário está na berlinda – na verdade, agora os papéis se inverteram, o Judiciário se tornou alvo de julgamento, tendo como juiz a opinião pública – no caso do processo do mensalão, tendo como réu o STF. Se a instância maior do país não julgar o mensalão, deixar prescrever os crimes do Ali Babá e seus quarenta ladrões vai ter que se inventar outra coisa para os freios e contrapesos.
É público e notório que o Poder Legislativo desde priscas eras está desmoralizado, desacreditado. O Lula estava certo quando disse que ali tinha 300 picaretas, só que ele se enganou nos números, existem muito mais. Só que chegou a hora do juízo final. Ou foi Deus, já com pena do povo brasileiro, ou foi o próprio diabo – querendo ver o circo pegar fogo - quem jogou a CPI no colo do Congresso.
A presidente Dilma, que de boba não tem nada, conhece a fundo o DNA do PT, conhece a qualidade de quem comanda o PMDB, está, sim, desde o início, de forma discreta, como boa mineira, interferindo no sentido de blindar seu próprio governo e, para isso ela tem que blindar muita gente antes, por que ela sabe do efeito dominó a hora que as pedras começarem a cair.
Paulo Coelho, em seu livro: O exorcista, ensina a interpretar os sinais. Há um ditado caipira que diz: “para quem sabe ler, um traço e um risco é Mané Francisco”. Para não delongar muito, vou enumerar três sinais que provam o interesse não só da Presidência, mas como dos governadores e, ainda, do Congresso em esvaziar a CPI.
A uma, só o pior cego não enxerga que a escolha do advogado do Cachoeira tem dedo do governo e do Lula.
A duas, a convocação do Procurador da República para depor como testemunha na CPI. Qualquer estudante de direito de uma faculdade no cafundó do Judas sabe que isso não passa de uma armadilha jurídica, pois que, a partir do momento que ele aceitar, deixa de ser autor e vai ser substituído outro afinado com o Planalto.
A três, a tese levantada pelos membros da CPI – maioria esmagadora do PT e do PMDB - que a CPI não tem poder para convocar governadores. Se, além do senador Demóstenes, o homem de mil faces, os protagonistas principais são os governadores de Goiás, Distrito Federal e Rio de Janeiro, sem a convocação deles a CPI não tem começo e, conseguintemente, não terá fim.
Daí, a septicemia moral que vai derrubar a República. Falência múltipla: Executivo, Legislativo e Judiciário. Nós, o povo, não podemos mais procurar o bispo e estamos com vergonha de bater nas portas dos quartéis. Diante desse quadro, “e agora José”, onde vamos buscar socorro?
O Procurador Geral da República declarou à Folha de São Paulo, que há outra lista de gravações da polícia federal que abrange de A a Z, atingindo os Três Poderes. O Procurador Geral de justiça de São Paulo declarou que a sua maior preocupação naquele Estado é o Tribunal de Justiça, onde ele vai atuar duro em razão de sérias denuncias.
Quando o poder temporal se misturava com o poder espiritual – leia-se igreja católica que, por séculos manteve um poder paralelo-, exauridos todos os recursos, a última instância era o bispo. É por isso que até hoje, quando se quer zombar de alguém se diz: “Vá queixar pro bispo”.
A República brasileira, em toda a sua trajetória, nunca se encontrou numa encruzilhada como agora, pois tem dois focos de infecção que, se não debelados, irão mergulhá-la numa septicemia ( infecção generalizada). Não há organismo que resista!
O Poder Judiciário está na berlinda – na verdade, agora os papéis se inverteram, o Judiciário se tornou alvo de julgamento, tendo como juiz a opinião pública – no caso do processo do mensalão, tendo como réu o STF. Se a instância maior do país não julgar o mensalão, deixar prescrever os crimes do Ali Babá e seus quarenta ladrões vai ter que se inventar outra coisa para os freios e contrapesos.
É público e notório que o Poder Legislativo desde priscas eras está desmoralizado, desacreditado. O Lula estava certo quando disse que ali tinha 300 picaretas, só que ele se enganou nos números, existem muito mais. Só que chegou a hora do juízo final. Ou foi Deus, já com pena do povo brasileiro, ou foi o próprio diabo – querendo ver o circo pegar fogo - quem jogou a CPI no colo do Congresso.
A presidente Dilma, que de boba não tem nada, conhece a fundo o DNA do PT, conhece a qualidade de quem comanda o PMDB, está, sim, desde o início, de forma discreta, como boa mineira, interferindo no sentido de blindar seu próprio governo e, para isso ela tem que blindar muita gente antes, por que ela sabe do efeito dominó a hora que as pedras começarem a cair.
Paulo Coelho, em seu livro: O exorcista, ensina a interpretar os sinais. Há um ditado caipira que diz: “para quem sabe ler, um traço e um risco é Mané Francisco”. Para não delongar muito, vou enumerar três sinais que provam o interesse não só da Presidência, mas como dos governadores e, ainda, do Congresso em esvaziar a CPI.
A uma, só o pior cego não enxerga que a escolha do advogado do Cachoeira tem dedo do governo e do Lula.
A duas, a convocação do Procurador da República para depor como testemunha na CPI. Qualquer estudante de direito de uma faculdade no cafundó do Judas sabe que isso não passa de uma armadilha jurídica, pois que, a partir do momento que ele aceitar, deixa de ser autor e vai ser substituído outro afinado com o Planalto.
A três, a tese levantada pelos membros da CPI – maioria esmagadora do PT e do PMDB - que a CPI não tem poder para convocar governadores. Se, além do senador Demóstenes, o homem de mil faces, os protagonistas principais são os governadores de Goiás, Distrito Federal e Rio de Janeiro, sem a convocação deles a CPI não tem começo e, conseguintemente, não terá fim.
Daí, a septicemia moral que vai derrubar a República. Falência múltipla: Executivo, Legislativo e Judiciário. Nós, o povo, não podemos mais procurar o bispo e estamos com vergonha de bater nas portas dos quartéis. Diante desse quadro, “e agora José”, onde vamos buscar socorro?







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