terça-feira, 12 de junho de 2012

PEDRO TAQUES

“Começou a época de facada nas costas”

Em discurso na tribuna do Senado, parlamentar mato-grossense critica a falta de palavra de “políticos”, que “adoram traição”

Waldemir Barreto/Agência Senado
O senador, mesmo com toda a articulação ocorrida nos últimos dias, afirma que “recado” não é para Mauro

KAMILA ARRUDA
Da Reportagem

“Começou a época das convenções partidárias. Começou também a época de traições, de facada nas costas. A política e os políticos adoram traição, mas abominam os traidores. Político não assina contrato, político dá a palavra. E, infelizmente, alguns políticos não a têm”. A declaração foi do senador Pedro Taques (PDT) na tribuna da Casa de Leis na tarde de ontem (11), durante sessão plenária. 

Apesar de negar, as palavras do pedetista teriam sido encaminhadas ao pré-candidato à prefeitura de Cuiabá pelo PSB, empresário Mauro Mendes. Isso por conta das supostas articulações do socialista para o pleito de outubro. 

Em busca de apoio, o empresário teria oferecido o cargo de vice numa chapa encabeçada por ele tanto ao PMDB quanto ao PR. A proposta estremeceu ambos os partidos e fez com que os pré-candidatos Dorileo Leal (PMDB) e Francisco Vuolo (PR) desistissem de participar da disputa. 

Os indicados para ocupar o cargo seriam o deputado estadual João Malheiros (PR), que inclusive se desincompatibilizou da Secretaria de Estado de Cultura para apoiar Mauro, e o ex-vereador Totó Parente (PMDB). 

Desta forma, Taques e demais lideranças da sigla acreditam que o PDT foi deixado de lado por Mauro, mesmo fazendo parte do “Movimento Mato Grosso Muito Mais” (PPS, PSB, PDT e PV). 

O empresário, por sua vez, afirma estar tranquilo com relação às conversações com as demais agremiações partidárias, já que teve o respaldo do grupo. 

“Houve a concordância e a ciência de todas as lideranças do Movimento para a ampliação do diálogo político. Por isso, me sinto tranquilo nos passos que foram dados, porque foram todos acordados”. 

Desde que oficializou sua pré-candidatura, Mauro tem afirmado veementemente que sua linha é angariar o máximo de apoio para sua candidatura. No entanto, a medida não é totalmente aceita dentro de seu grupo político e, por isso, a possibilidade de haver um “racha” no Movimento, formado desde as eleições de 2010, é grande. 

O presidente do diretório municipal do PDT, Kamil Fares, vem estreitando relações com o PT, que possui como candidato o vereador Lúdio Cabral, e não descarta a possibilidade de apoiá-lo no pleito deste ano. 

Apesar de afirmar que o Movimento continua sendo prioridade, a sigla ainda aguarda a definição do arco de alianças que Mauro formará para só então definir sua posição. “Existem alguns partidos que não se alinham filosoficamente com o PDT, por isso vamos esperar a definição do quadro”. 

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