segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Réus em processo de desvio de dinheiro da Assembleia serão ouvidos somente em abril


Da Redação - Daniele Danchura
Foto: Reprodução
Réus em processo de desvio de verbas da Assembleia serão ouvidos somente em abril
Os acusados de desvio de verba do Poder Legislativo, cujas audiências de instrução tiveram início nesta segunda-feira (18), serão ouvidos somente no dia 10 de abril. Inicialmente, a oitiva dos réus seria nesta quinta-feira (21). Entre os réus estão o presidente da Assembleia Legislativa, deputado José Riva, o ex-deputado e conselheiro afastado do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Humberto Bosaipo e o bicheiro João Arcanjo Ribeiro.

Apesar de sua vinda ter sido prevista para as audiências de instrução, João Arcanjo está com seu processo suspenso por tempo indeterminado a pedido da defesa. Quando foi extraditado do Uruguai, onde ele estava preso, para o Brasil, os processos que tramitam na Justiça Estadual, como é o caso deste de desvio de verba pública, não foram citados.

Preso em 11 de abril de 2003 em Montevidéu sob a acusação de portar documentos falsos e também de ter mandado matar o então proprietário do Jornal Folha do Estado, Sávio Brandão, João Arcanjo Ribeiro foi extraditado para Cuiabá em março de 2006. Atualmente, Arcanjo cumpre pena na Penitenciária Federal de Campo Grande (MS).

Dezesseis pessoas são acusadas de peculato e lavagem de dinheiro por conta de cheques emitidos a empresas de fachada pela Assembleia Legislativa no ano de 2002. Na ação consta que 43 cheques nominais da AL foram emitidos para empresas que não estavam legalizadas e as identificações dos sócios eram falsas. Parte desses cheques foram trocados nas factorings de Arcanjo.

A investigação teve início em 2003, quando foram denunciados os desvios e a apropriação indevida de recursos públicos do Poder Legislativo Estadual, por meio da emissão e pagamento com cheques para empresas inexistentes ou irregulares. Na ocasião foram encaminhados documentos à Justiça Federal demonstrando que mais de R$ 65 milhões oriundos da AL haviam circulado pelas contas da Confiança Factoring Fomento Mercantil Ltda, empresa pertencente ao grupo empresarial de João Arcanjo Ribeiro.

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